blog do severo
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FÉRIAS NYC – Epílogo – A Volta
Categories: New York 2010, Viagens

Só com muito pensamento positivo e de fé de que há males que vem para bem que deixa a gente continuar a acreditar que existe um ser superior olhando para as cagadas involuntárias do destino.

Pegamos o vôo as 22:45 no JFK com as 4 malas de 30 quilogramas cada (!), tudo separadinho, notas fiscais separadas, e ao sentar na poltrona do avião, finalmente eu pude ter as minhas poucas horas de relaxamento e tranquilidade.

Por que? Sim, por que ao chegar na saudosa Cumbica, logo ao adentrar o saguão de Baggage Claim, ou em bom tupiniquim, as infernais esteiras rolantes que carregam o que sobrou das suas malas depois de vários arremessos, escuto meu nome ecoando nos alto-falantes do recinto:

- Sr. Roberto Severo, Sr. Roberto Severo, favor comparecer ao balcão de atendimento da LAN.

Bem, com certeza eles não iriam me parabenizar pela bela viagem que fiz, nem tampouco agradecer por voar LAN e me dar uma medalha de honra ao mérito… Alguma M**** havia acontecido… Só me restava conhecer o tamanho da massa fecal. Me arrastei até o tal balcão da LAN, e fui logo me identificando…

Resumo: as duas malas que embarcaram em meu nome não haviam chegado, somente as que estavam em nome da Katia. Perfeito! Tudo o que eu precisava. Instantaneamente, senti ódio mortal do serzinho que estava na minha frente, da LAN, de Cumbica, da vida, do universo conhecido de tudo. Depois da cólera, veio a negociação e aceitação, mais ou menos em um processo de doença terminal… Várias dúvidas fizeram pop-up na minha cabeça. Dentre elas:

- Terei que passar na Polícia (Receita) Federal com as minhas malas?
Resposta: SIM, raio-X sem alívio.

- Quando as malas chegariam?
Resposta: A LAN entregaria em casa no dia seguinte, pois já as haviam localizado.

- E estas malas como faria com a questão da Polícia Federal? Eu teria que voltar aqui (Cumbica) para abrir e apresentar as notas fiscais dos equipamentos lá de dentro?
Respostas: Como eu passaria as malas que chegaram na inspeção da Receita, as outras não precisariam passar e a receita antecipadamente (hoje) carimbaria a autorização para a LAN entregá-las em casa no dia seguinte (uau!).

Tudo mais ou menos certo, ainda tive que passar no FreeShop para comprar algumas encomendas de última hora. Imagine meu estado de espirito e vontade de consumo neste momento!

Depois disso, nos dirigimos, eu, Katia, fiscal da LAN e um outro ASPONE do aeroporto, para a Polícia Federal. Não tinha mais NENHUM passageiro lá, só um coitado que tinha trazido umas duas bicicletas e estava tendo dificuldades para explicar que as duas eram para utilização própria…

A agente da Receita me encarou daquela forma “polícia federal” de olhar e perguntou logo que as malas e mochilas passaram pelo raio-x:

- TEM IPAD AÍ, NÉ???

Não sei, nem nunca saberei se ela jogou verde, considerando minha cara de nerd, ou se havia visto mesmo meu gadget querido dentro da mochila. Prontamente eu respondi: sim… … …

- QUANTO PAGOU?

- ah, uns 400 dólares!

- IMPOSSÍVEL! O MAIS BARATO CUSTA 499.

minha cara de nádegas piorou para cara de nádegas suja, e cansada.

- É, foi isso mesmo…

- QUANTOS GIGAS TEM?

sem mentir, com cara de juizo final:

- 32…

- ENTÃO CUSTOU UNS 600 DÓLARES…

- é…

- TIRA DA MOCHILA E ABRE ELE AQUI!

- sim, senhora…

tirei o iPad da mala já pensando se eles aceitavam cartão de crédito para paga o excedente…

- TIRA DA CAPINHA (N.E.: case)

nunca foi tão complicado tirar um case do produto

- AH, É 3G, NÉ – dando sorriso de um arqueólogo que descobriu os tesouros do rei Tut.

- é…

- TÁ BOM…

Carimbou a papelada, e deixou eu seguir totalmente aterrorizado.
Mas ainda não havia acabado… Me chamou de volta…

- E NAS OUTRAS MALAS QUE NÃO CHEGARAM? O QUE TEM LÁ DENTRO?

- Uns…uns…brinquedos…para meus sobrinhos… (ai, ai, ai) AH! e tem um HD externo de 99 dólares…

- TÁ BOM… PODE SEGUIR… carimbou a papelada da LAN e deixou a gente ir esgotados, estressados, aterrorizados, mas mesmo assim com um delicioso alívio de quem passou por uma provação psicológica com êxito…

O fato da mala chegar no dia seguinte perdeu totalmente a importância. Tiraram o “bode da sala”. A Receita Federal é legal, a LAN é excelente, eu amo o Brasil e quero a minha casa!

Resumo da ópera: no dia seguinte a LAN levou a bagagem em casa, sem serem inspecionadas pela Receita, se prontificou em trocar as malas, pois chegaram danificadas e se mostrou bastante profissional.

“Noves fora”, há males que vem para bem.

Amém!

2 Comments to “FÉRIAS NYC – Epílogo – A Volta”

  1. Ze Nilo says:

    Hahaha boa história aprovado como blogueiro !

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